sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Petrolina
Gostei das duas. Petrolina é limpa. A catedral toda de pedra é muito bonita.
Fotos, só depois que eu voltar, porque agora é contagem regressiva para voltar para casa, afinal é Natal e eu aqui, sozinha, perdida no sertão do meu Brasil.
E sim, é quente, muito, muito quente. Enquanto chove torrencialmente no sudeste por aqui nem te ligo. É um sol de rachar. Parece outro país.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Garanhuns
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
O espírito das cidades
Tem muito tempo que não escrevo aqui. Terminei um trabalho e emendei outro em seguida, então, todo o tempo que tenho tem sido para trabalhar, mas eu já disse que adoro o meu trabalho. Tem um texto sobre o espírito das cidades que estou ensaiando faz tempo, mas não saiu ainda. Resolvi postá-lo mesmo sem estar do meu total agrado, senão não posto nunca. Desculpem-me pelo texto estar assim 'mais ou menos', mas a inspiração tomou outro rumo nos últimos tempos.
O espírito das cidades
Costumo pensar que as cidades possuem um espírito próprio, assim como as pessoas. Cada pessoa é única e tem um jeito de ser e pensar. As cidades também. Tem gente que gostamos só de trocar o primeiro olhar. Outras demoram mais tempo para ganhar a nossa confiança e tem gente que não conseguimos gostar de jeito nenhum. Estas coisas fazem parte daquelas que não conseguimos explicar, só sentir.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Saga tenebrosa
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
da janela
Para ir me acostumando com a paisagem 'da janela' a partir da próxima semana. Belo Horizonte vai me ver de novo só no Natal... Fotografia de Olinda - PE. quarta-feira, 4 de novembro de 2009
A casa da gente

domingo, 18 de outubro de 2009
Um Neruda uma flor um violão

que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube
que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo.
sábado, 17 de outubro de 2009
Estradas
Se és capaz de manter tua calma quando
todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando,
e para esses no entanto achar uma desculpa.
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais, nem pretensioso.
Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires,
de sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,
tratar da mesma forma a esses dois impostores.
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
em armadilhas as verdades que disseste
E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,
e refazê-las com o bem pouco que te reste.
Se és capaz de arriscar numa única parada
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado, tornar ao ponto de partida.
De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
a dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo,
resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!
Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
e, entre Reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
se a todos podes ser de alguma utilidade.
Se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e - o que ainda é muito mais - és um Homem, meu filho!
domingo, 4 de outubro de 2009
Marcovaldo ou as estações da cidade

“- E onde estão esses cogumelos? – perguntaram as crianças. – Diga-nos onde estão crescendo!
Diante de tal pergunta, o entusiasmo de Marcovaldo foi refreado por uma suspeita: “Se lhes disser onde estão, vão procurá-los com um dos costumeiros bandos de moleques, corre a notícia pelo bairro, e os cogumelos terminam na panela dos outros!” Assim, aquela descoberta que de repente lhe enchera o coração de amor universal, agora lhe acendia a obsessão da posse, cercava-o de temor ciumento e desconfiado.”
"De manhã, saiu para caminhar no centro. As ruas abriam-se largas e intermináveis, vazias de carros e desertas; as fachadas das casas, da sebe cinzenta das portas de correr abaixadas até as infinitas varetas de aço, estavam fechadas como anteparos de fortificações. Marcovaldo sonhara o ano inteiro em poder usar as ruas como ruas, isto é, caminhar no meio delas: agora podia fazê-lo".
[Fragmentos do livro Marcovaldo ou as Estações na Cidade, de Ítalo Calvino]
Como estou assim muito Ítalo-Calviniana hoje, penso que
"— De uma cidade, não aproveitamos as suas sete ou setenta e sete maravilhas, mas a resposta que dá às nossas perguntas. — Ou as perguntas que nos colocamos para nos obrigar a responder, como Tebas na boca da Esfinge."
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Incentivo
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Belém do Pará
Deparei-me com este curioso aviso no banheiro feminino da Biblioteca Pública de Belém. Será que as moçoilas lavam os seu cabelos com aquele sabonetinho que fica ao lado da pia?
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Equinócio da primavera
domingo, 20 de setembro de 2009
Aventuras no Amapá
Quando era criança, minha mãe contava a história de uma professora do seu tempo de adolescente que era chamada pelo codinome de DDD. Ela era considerada "doida" na pequena cidade onde cresci porque era intelectual e lia muito. E, porque lia muito, não se prendia aos padrões de comportamento social de uma cidade pequena do interior de Minas, onde a fofoca e as maldadezinhas cotidianas se fazem constantes - foi o que deduzi anos mais tarde. Minha mãe temia que eu ficasse doida também, já que lia bastante, e contava sobre esta antiga professora para eu parar de ler e ir ajudar nos afazeres domésticos.
Na contramão, eu continuei lendo sempre e muito. Hoje lembrei-me desta história e da minha mãe dizendo em diversas ocasiões vida afora: “você é doida, Cristiane”. Minhas irmãs também me acham meio maluca. Poderia estar em cima de um salto alto trabalhando para uma grande multinacional, com um carro estacionado na garagem de um prédio onde, talvez, morasse num apartamento meu. Mas eu escolhi – sim, é uma escolha deliberada – abrir mão destes desejos ‘pequeno burguês’ e estou bem aqui no meio do mundo, num estado brasileiro que muita gente nem sabe que existe, cercada por todos os lados de rios enormes e pela floresta amazônica – e feliz da vida fazendo o que gosto.
Mas foi numa aventura vivenciada neste final de semana que lembrei destas histórias todas e fiquei me perguntando se eu, de fato, não sou mesmo meio maluca. Como todos já sabem, estou no Amapá e como curiosa nata (no lugar de pés, devo ter nascido com asas) tentei, tentei e tentei conseguir uma programação para o final de semana que fosse segura, mas que me levasse para conhecer as inúmeras belezas naturais do estado, mas foi tudo em vão, não existe turismo dentro do estado do Amapá (falarei sobre isto com detalhes depois que for embora daqui, me aguardem). No sábado, conheci dois paraenses que estavam hospedados no mesmo hotel que eu e que me levaram para conhecer alguns lugares interessantes de Macapá, como a Fazendinha, que é bem parecida com uma praia, lá o rio Amazonas faz até umas ondinhas e a brisa e o barulho lembram muito o litoral. No lugar, comi o mais delicioso camarão no bafo que se pode fazer. É um lugar bem gostoso para ir para quem estiver por aqui.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Arght!
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Macapá - parte II

Orla do Rio Amazonas com praticantes do kitesurf e o tacacá
A internet em Macapá é bastante lenta, mais lenta do que internet discada. Precisei hoje baixar umas fichas no IPHAN local e não conseguimos. Disseram-me que há um projeto do governo de trazer internet por fibra ótica da Guiana Francesa, mas é apenas um projeto.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Amapá

Estou no Amapá, na capital Macapá. Aqui é quente, muito quente. De um calor diferente do de Sergipe, o calor gruda na pele, fica pegajoso, estranho.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Imagens palavras

quinta-feira, 3 de setembro de 2009
L'éternel printemps

quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Orfeu

















